terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010



Dessa vez sem PSIU!!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

1989 - The Stone Roses




Se eu fosse para uma ilha e só pudesse levar cinco coisas, nao sei quais seriam as
outras quatro, mas uma delas seria esse disco com certeza.

terça-feira, 27 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Tempos Dificeis (Musica)

Não é um sonho
Tão pouco o paraíso
Tempos difíceis

Vidas retorcidas
Natureza homicida
Filhos da ilusão

Tanto tempo atrás de respostas
Lambendo as feridas
Vencidos pela estupidez

Dias estranhos, oh
Dias insanos, oh
Dias estranhos

Dias lindos, de sol e de chuva
De medo e esperança, reconstrução

Beije-me novamente
O mundo cairá
Certamente

Rico ou Pobre todos se vão
Não haverá paz enquanto não houver pão
Pra todo mundo, pra todo mundo

O mundo inteiro é seu


Rob Son

... Você não estava mais aqui (Musica)

Essa musica eu escrevi quando meu pai fez
a grande viagem...


Algumas coisas nunca mudarão
São perfeitas como são
Tem vontade própria
Como o bater do coração

São rostos, são gostos
São Beijos e abraços
Que Se perdem no espaço
Na eterna ausência

O ultimo Adeus
Aproximam aqueles se amam
Numa linda tarde de quinta
Você não estava mais aqui

Rob Son

Um Tanto Ébrio (Musica)

Ainda vejo seu brilho
Memórias mortas
Numa estante empoeirada
Seu sorriso ainda é o mais belo
Mas quem vive de sorrisos?

Quero que entendam
Palavra por palavra
Mesmo um tanto ébrio
Mesmo um pouco vazio
Que eu ainda sonho com você

Palavras vazias
que tanto entendo
Preciso de você
Como do ar

Rob Son

Um Sinal de Fumaça (Musica)

Ultimamente só sei esperar
Um aceno, um sorriso
Um beijo é a fortuna que tanto preciso
É tudo que tenho

Hora apos hora...
Mesmo distante
É por você que respiro

Espero o telefone tocar, um sinal de fumaça
Qualquer coisa que faça
Você é tudo que quero
Toda minha graça

Sinto-me mais e melhor ao seu lado


Rob Son

Fim Da Linha (Musica)

Você saiu, foi embora
E me deixou aqui perdido
Vendo o céu cair

Tudo que brilha, acaba
Tudo que brilha é solitário
E se perde

Você esta indo pra casa
Vou ficar aqui sozinho
É o fim do sorriso
É o fim da linha

Você faz parte do passado
Eu não consigo ter futuro
Sem você, tudo é relativo

O que me resta é só um pranto
E os cantos sujos encondidos
Longe de você.

Você esta indo pra casa
E está tão linda sozinha
É o fim dos sonhos
É o fim da linha

Mais um gole e tento te esquecer
Mais um beijo e vivo sem você
Sacanagem do destino

Rob Son

Lapides do Infinito

Só existe aquilo que ficou para trás e a incerteza do amanhã
O tempo sempre destruindo futuros brilhantes
O amor se perde nas armadilhas da novidade
Os planos são esmagados pelo nosso amigo inexorável...

Tempo de chorar
Tempo de ser feliz
O tempo, o herói dos oprimidos
O vilão de todas as historias

Somos apenas a luz do que já fomos...
Como uma estrela que ainda brilha no céu
Estrelas são lápides do infinito
Aqui Jaz um universo.

Robson Gomes

Chuva de Tijolos (Musica)

Quando olho no relógio
São sempre as mesmas horas
E o tempo que nos afasta
É o mesmo que nos aproxima

A fé e a realidade pontiagudaa
Sobrepõem-se de maneira pesada
Os dias caem como uma chuva de tijolos
Às vezes olho para o céu

1, 2, 3 horas...
Vejo cada uma delas
Passam sem cerimônia
Somente a dor recusa se a passar
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Rob Son

2010 Finalmente um post

Depois de algum tempo sem postar nada...



BELEZA AINDA SALVA

Oh, teto companheiro, se não fosse você
Pra onde iria olhar?

A beleza ainda salva
Inescrupulosa beleza
Sempre me enganando
Com esses olhares

O sol ate brilha, sem importância
Na verdade, vou tomar um pouco de Sol
Ele deve ser amigo de um jovem amargo
Pobre Sol; não sabe escolher suas amizades

Vou caminhar, cansar meu corpo
Acho que vou me desperdiçar um pouco

Beleza ainda nos resta
Temporaria beleza
Ainda me engana
Com suas tolíces

Rob Son